13 de mar. de 2017

O que você não sabia sobre tambores de freio


Um freio de tambor consiste num tambor de ferro fundido contendo um par de sapatas semi circulares. O tambor está ligado a roda e gira solidário com está de tal modo que, quando o tambor diminui de velocidade ou pára, o mesmo acontece a roda. O atrito necessário para diminuir a velocidade do tambor provem da aplicação, pelo lado de dentro, de sapatas, que não rodam mas estão montadas num prato metálico fixo. Cada sapata é constituída por uma peça curva de aço ou liga metálica leve coberta por um revestimento ou guarnição resistente ao desgaste (lona).
Na maioria dos freios de tambor, as sapatas são pressionadas encontro ao tambor de rotação, graças a um dispositivo articulado. Uma das extremidades de cada sapata está articulada num eixo, enquanto a outra pode ser movida por um excêntrico ou pelo fluido de freios impelido sob pressão para o interior do cilindro do freio das rodas e proveniente do cilindro mestre. Num dos sistemas hidráulicos, o cilindro da roda está fixo ao prato do freio e contém dois pistões que acionam as sapatas. Como alternativa, utiliza-se um só pistão no cilindro que pode mover-se no prato do freio. Quando os freios são aplicados, a pressão do fluido atua uniformemente sobre o pistão e a extremidade fechada do cilindro, obrigando este a separarem-se. Por sua vez, estas peças afastam as sapatas, de modo que as lonas se encostem no tambor.
Molas de retorno, de chamada ou de recuperação, que se distendem quando as sapatas estão separadas, obrigam estás a voltar a sua posição original, afastando-se do tambor ao cessar a pressão exercida pelo motorista sobre o pedal do freio.
Quando duas sapatas tem o mesmo eixo de articulação, uma recebe a designação de primária e a outra de secundária. Outra disposição consiste em articular sapatas separadamente em pontos opostos do prato do freio. Neste caso, atuam ambas como sapatas primárias quando o automóvel se desloca para frente.
A pressão de contato entre a sapata primaria e o tambor tende a ser aumentada, em virtude do atrito exercido pelo tambor em rotação, o que aumenta a força de frenagem na roda. Uma sapata secundária, como tende a ser afastada do tambor, exerce uma pressão consideravelmente menor do que a exercida pela sapata primária.



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