O combustível consumido pelo motor de ciclo otto apresenta
uma composição química diferente daquele utilizado pelo motor diesel.
Entretanto, ambos são compostos, na maior parte, por carbono (C) e hidrogênio
(H).
Sob condições ideias esses combustíveis são transformados em
energia mecânica, de modo a restar apenas dióxido de carbono (CO2) e água
(H2O), dois elementos inofensivos a vida. Porém, como em todo processo real, a
combustão de um motor não resulta em transformações completa das substâncias
envolvidas, surgindo novos compostos no gás do escapamento. No caso dos motores
de ciclo otto trata-se, principalmente, de monóxido de carbono (CO),
hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx).
Assim, os gases emitidos pelo automóvel compõem-se de 99% de
elementos inofensivos. Apenas a parte de aproximadamente 1% é composta de
parcelas capazes de agredir o meio ambiente.
MONÓXIDO DE CARBONO:
Resultante da queima incompleta do combustível, o monóxido
de carbono (CO) é uma substancia que atua no sangue, reduzindo sua oxigenação.
Pode afetar a saúde, especialmente em altas concentrações e em áreas
confinadas, inclusive pode causar a morte. As normas da Proconve (programa
nacional de controle das emissões veiculares) estabelecem limites para a
emissão de monóxido de carbono para os veículos automotores.
ÓXIDO DE NITROGÊNIO:
O óxido de nitrogênio (NOx) é uma combinação de nitrogênio e
oxigênio que não aparece em condições normais. É formada em relação a alta
temperatura da câmara de explosão do motor. Foi
estabelecido um controle de emissões de óxido de nitrogênio, com o propósito de
limitar o dióxido de nitrogênio (NO2) no meio ambiente.
As emissões de NOx contribuem, mas não de forma
determinante, na formação do dióxido de nitrogênio. Mas o empenho da indústria
automotiva em reduzir p consumo de combustível leva a um aumento dos dióxidos
de nitrogênio, o que torna complexa a tarefa de otimização dos motores.
HIDROCARBONETOS:
É o combustível não queimado, ou parcialmente queimado,
expelido pelo motor, principalmente em condições nas quais se trabalha com
mistura rica (com menos ar do que o ideal) ou muito pobre (excesso de ar) que
comprometem a combustão. Geralmente, os hidrocarbonetos não são considerados
como problemas no estado que saem do veículo. Alguns tipos, porém, reagem na
atmosfera, provocando a formação do smog (camada de poluição na atmosfera).
Algum teor de hidrocarbonetos é sempre verificado em determinadas situações,
como fase fria de funcionamento do motor, quando a parede do cilindro inibe a
combustão total, resultando num aumento no teor de HC.
A legislação também estabelece limites sobre emissão de
hidrocarbonetos pelos veículos automotores. Sua presença nos gases de escape é
medida em parte por milhão (ppm), ou seja: uma leitura de 100 ppm indica que em
cada milhão de partes do gás existem 100 de hidrocarbonetos.

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