31 de mar. de 2017

O que sai no escapamento do meu carro?


O combustível consumido pelo motor de ciclo otto apresenta uma composição química diferente daquele utilizado pelo motor diesel. Entretanto, ambos são compostos, na maior parte, por carbono (C) e hidrogênio (H).
Sob condições ideias esses combustíveis são transformados em energia mecânica, de modo a restar apenas dióxido de carbono (CO2) e água (H2O), dois elementos inofensivos a vida. Porém, como em todo processo real, a combustão de um motor não resulta em transformações completa das substâncias envolvidas, surgindo novos compostos no gás do escapamento. No caso dos motores de ciclo otto trata-se, principalmente, de monóxido de carbono (CO), hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx).
Assim, os gases emitidos pelo automóvel compõem-se de 99% de elementos inofensivos. Apenas a parte de aproximadamente 1% é composta de parcelas capazes de agredir o meio ambiente.

MONÓXIDO DE CARBONO:
Resultante da queima incompleta do combustível, o monóxido de carbono (CO) é uma substancia que atua no sangue, reduzindo sua oxigenação. Pode afetar a saúde, especialmente em altas concentrações e em áreas confinadas, inclusive pode causar a morte. As normas da Proconve (programa nacional de controle das emissões veiculares) estabelecem limites para a emissão de monóxido de carbono para os veículos automotores.

ÓXIDO DE NITROGÊNIO:
O óxido de nitrogênio (NOx) é uma combinação de nitrogênio e oxigênio que não aparece em condições normais. É formada em relação a alta temperatura da câmara de explosão do motor.         Foi estabelecido um controle de emissões de óxido de nitrogênio, com o propósito de limitar o dióxido de nitrogênio (NO2) no meio ambiente.
As emissões de NOx contribuem, mas não de forma determinante, na formação do dióxido de nitrogênio. Mas o empenho da indústria automotiva em reduzir p consumo de combustível leva a um aumento dos dióxidos de nitrogênio, o que torna complexa a tarefa de otimização dos motores.

HIDROCARBONETOS:
É o combustível não queimado, ou parcialmente queimado, expelido pelo motor, principalmente em condições nas quais se trabalha com mistura rica (com menos ar do que o ideal) ou muito pobre (excesso de ar) que comprometem a combustão. Geralmente, os hidrocarbonetos não são considerados como problemas no estado que saem do veículo. Alguns tipos, porém, reagem na atmosfera, provocando a formação do smog (camada de poluição na atmosfera). Algum teor de hidrocarbonetos é sempre verificado em determinadas situações, como fase fria de funcionamento do motor, quando a parede do cilindro inibe a combustão total, resultando num aumento no teor de HC.

A legislação também estabelece limites sobre emissão de hidrocarbonetos pelos veículos automotores. Sua presença nos gases de escape é medida em parte por milhão (ppm), ou seja: uma leitura de 100 ppm indica que em cada milhão de partes do gás existem 100 de hidrocarbonetos.

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